domingo, 4 de janeiro de 2015

Natureza

Tão simples e grandiosa, mantêm-se cheia de esplendor sem pedir nem querer nada em troca.
Tudo nela tem a sua respectiva função, oxigénio, polinizar, procriar entre outras variadas funções.
Então foram eles criados, ou evoluídos, cada um é que sabe aquilo em que acredita ou pensa acreditar.
Apareceram os humanos nos solos virgens e estes fizeram parte dela.
Pobre natureza, sabia lá ela o que fazia.
Eram eles natureza, até ao dia em que começaram a querer mais, a ambicionar mais, desde ai, ideias macabras surgiram, e a mãe chorou.
Estava tudo equilibrado, os animais, as plantas,o vento, os mares e até os mais pequenos insectos,  tinham suas funções para que tudo se mantivesse num ritmo harmonioso.
Mas os humanos, outrora animais deixaram de o ser, os animais não tem tão maligna mente.
Mais quiseram, e assim começaram a cortar raízes dos seus irmão para suas casas construírem, mataram e toda a pele e pelo tiraram a outros irmãos para se manterem quentes.
Lutaram entre eles mesmos, irmãos do mesmo sangue e raça para se apoderarem daquilo que nunca foi deles, até aos dias de hoje.
Pobre mãe, mãe de todos, tão triste deve estar vendo os seus filhos matando os restantes mais fracos e humildes.
Nomearam-se como pais deles mesmos, e que tudo foi criado para seu proveito, começaram a acreditar nessas mentiras, e agora são pais e donos de tudo o que não lhes pertence.
Os outros irmãos mantêm-se fieis à mãe, amam-na e respeitam-na, não vêem prazer nessa luta pelo poder, eles fazem parte de algo tão belo, para quê lutar e destruir tudo? Vivem em harmonia equilibrada, numa constante guerra silenciosa com os irmãos mais novos.
A mãe está cansada, tanta luta deixaram-na exausta, ela desapareceu. Boa demais é ela por não os expulsar de suas terras, mas mãe que é mãe ama seus filhos.
Esses filhos, os humanos, que acharam por bem fazer da terra sua, sugando toda a sua vitalidade até à ultima gota.
Assassinos da mãe.


IsaGuerra

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